Governo atualiza escalões do IMT em 2,3% e alarga isenção para jovens. Veja aqui as tabelas
08/10/2026O Governo está a preparar várias mudanças no IRS a aplicar aos salários e pensões no próximo ano. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) entregue esta quinta-feira prevê a atualização dos escalões de IRS, do mínimo de existência e da dedução específica, o que terá efeitos diretos no rendimento que chega todos os meses à carteira dos portugueses. As simulações feitas pela EY para o ECO mostram que um solteiro com um salário de 1.500 euros vai poupar cerca de 37 euros. Mas há quem consiga uma poupança maior: para um salário de dez mil euros, ultrapassa os 698 euros.
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De acordo com a proposta que o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, entregou ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, os escalões de IRS vão ser atualizados em 3,88% no próximo ano face aos valores hoje em vigor. A atualização é praticamente uniforme em todos os escalões, fazendo com que, por exemplo, o primeiro passe de 8.342 para 8.666 euros e o limite superior do oitavo escalão suba de 86.634 para 89.995 euros.
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A esta mudança, somam-se ainda outras duas: a atualização da dedução específica (que é guiada pela trajetória do Indexante dos Apoios Sociais, cujo valor para 2027 ainda não é conhecido) e do mínimo de existência, que passará para 13.580 euros, isentando de IRS quem ganha até 970 euros brutos por mês, o salário mínimo estabelecido para o próximo ano.
Por outro lado, o Governo assume já na sua proposta orçamental que a descida das taxas de IRS até ao sexto escalão proposta recentemente ao Parlamento será aprovada (ainda que a votação aconteça esta sexta-feira, sem que a viabilização esteja publicamente garantida), o que contribuirá também para libertar mais rendimento líquido.
Vamos, então, a casos práticos. As contas foram feitas pela EY para o ECO e mostram que um solteiro sem filhos e com um salário bruto mensal de 1.500 euros vai poupar 65,38 euros já no final deste ano, com a descida das taxas de IRS. Já em 2027, terá uma poupança adicional de 36,57 euros, vendo, assim, o seu rendimento líquido anual chegar a 16.271,63 euros.
Já se esse mesmo solteiro tiver um salário de 2.500 euros, a poupança esperada para 2027 é de 160,01 euros, o que significa que o seu rendimento líquido anual passará para 25.039,07 euros. Este “ganho” vem juntar-se à poupança de 133,35 euros que este contribuinte conseguirá já este ano, com a baixa de IRS que os deputados vão votar esta sexta-feira no Parlamento.
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E se o salário desse solteiro for de cinco mil euros? Neste caso, a EY calcula uma poupança de 171,38 euros com a baixa de IRS que será votada ainda esta semana, e de 334,23 euros com as mudanças previstas no que respeita a esse imposto na proposta de Orçamento do Estado para 2027.
Vamos agora aos casados. As simulações da EY mostram que um casal (dois titulares, sem filhos), em que cada um dos membros tenha um salário de dois mil euros poderá contar com uma poupança total de 200,76 euros já com o alívio do IRS que será agora votado, e de 158,65 euros com as mudanças ao imposto constantes do OE2027.
Já no caso de um casal (dois titulares, um filho) em que cada um dos membros tem um salário de quatro mil euros, o próximo ano trará uma subida do rendimento líquido total de 668,45 euros. Este “ganho” vem juntar-se à poupança de 342,76 euros, que será conseguida com a alteração às taxas de IRS que os deputados vão votar.
Vejamos agora os casos com a maior poupança de IRS por efeito das mudanças previstas no Orçamento do Estado para 2027. Um casal (dois titulares, dois filhos) em que cada um tenha um salário de dez mil euros irá poupar em IRS no próximo ano, no total, 1.396,77 euros.
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As tabelas de retenção na fonte de IRS variam consoante a situação familiar dos contribuintes, mas a taxas efetivas não, o que significa que essa poupança (cerca de 698 euros por titular) está também prevista para os solteiros e outros casados, com este nível de rendimento, de acordo com as simulações da EY.
As mudanças às taxas de IRS que serão votadas esta sexta-feira serão a quinta redução do IRS levada a cabo pelo Governo de Luís Montenegro. Já as alterações previstas para o próximo ano constituirão a sexta vez que o Governo mexe neste imposto, não implicando, porém, neste caso qualquer descida das taxas efetivas.
A proposta de Orçamento do Estado para 2027 será votada, na generalidade, a 28 de outubro. Seguir-se-á a fase da especialidade, estando a votação final global marcada para 24 de novembro.
Verifique abaixo que poupança se espera para cada caso
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