OE2027 alivia IRS sobre os mais ricos. Primeiro escalão da taxa de solidariedade sobe 12,5% – ECO
08/10/2026Governo atualiza escalões do IMT em 2,3% e alarga isenção para jovens. Veja aqui as tabelas
08/10/2026Os prémios de produtividade e desempenho atribuídos pelas empresas aos trabalhadores até ao limite de 6% da retribuição base vão continuar isentos de IRS no próximo ano. Também o benefício em sede de IRC para as empresas que aumentam o salário médio em, pelo menos, 4,5% vai manter-se no próximo ano, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado entregue esta quinta-feira no Parlamento pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
No que diz respeito à primeira dessas medidas, importa recordar que esta isenção fiscal foi proposta, inicialmente, pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), ainda com António Costa na liderança do Governo.
Quem ganha até 970 euros não vai pagar IRS em 2027
Ler Mais
A ideia era permitir aos empregadores pagar um 15.º mês de salário livre de impostos e contribuições sociais, sendo que o Executivo socialista não a acolheu, mas o Governo da AD fez questão de dar logo sinal positivo.
A medida acabou por ficar no acordo tripartido sobre valorização salarial e crescimento económico, que foi assinado em outubro de 2024 na Concertação Social e constou, pela primeira vez, no Orçamento do Estado para 2025. Foi repetida no Orçamento do Estado para 2026 e volta a constar da proposta orçamental entregue esta tarde por Joaquim Miranda Sarmento ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Tal como aconteceu em 2025 e em 2026, esta isenção fiscal só estará disponível nas empresas que aumentem a sua retribuição base anual média em linha com o referencial firmado em Concertação Social (4,5% no próximo ano), bem como subam nessa mesma medida o vencimento base anual dos trabalhadores que recebem menos do que a média.
Também à semelhança dos últimos anos (e apesar das críticas dos patrões), estes prémios, ainda que isentos de IRS, vão fazer retenção na fonte em 2027, correspondendo a taxa à que é aplicada à remuneração mensal do trabalho.
Já quanto ao benefício em sede de IRC, a proposta de Orçamento do Estado para 2027 atualiza a norma, definindo que esse “bónus” só estará disponível para as empresas que aumentem o seu salário médio em 4,5%, e não em 4,6%, como aconteceu em 2026.
Escalões de IRS sobem 3,88% em 2027 e ficam aquém do acordo
Ler Mais
Não é de estranhar, tendo em conta que esse é o referencial para os aumentos salariais do privado que consta do acordo plurianual da Concertação Social para o próximo ano. A UGT tinha apelado a uma revisão desse referencial, mas, face ao agora proposto, o sinal que fica é o de que o Governo não está a contar com isso (pelo menos, por agora).
O incentivo fiscal à valorização salarial prevê que as empresas podem deduzir em 200%, em sede de IRC, os custos associados a aumentos salariais, mediante o cumprimento de certas condições.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.