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17/09/2026O primeiro-ministro disse que o Conselho de Ministros desta quinta-feira vai aprovar a nova descida do IRS – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares sem comprometer o “equilíbrio orçamental”.
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“Quando sair daqui, na reunião do Conselho de Ministros, vamos aprovar a quinta descida do imposto sobre o rendimento singular dos trabalhadores. É a quinta vez, em dois anos e meio, que baixamos os impostos sobre os rendimentos do trabalho, em particular os rendimentos do trabalho da classe média”, afirmou Luís Montenegro, na abertura da Conferência Europeia da Economia Alemã, organizada pela rede das Câmaras de Comércio Alemãs no Estrangeiro.
Sarmento garante saldo equilibrado mesmo com novas medidas
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Perante uma audiência repleta de empresários alemães, o chefe do Executivo garantiu que esta medida pode inclusive melhorar a relação bilateral entre Portugal e Alemanha, que “está numa fase muito muito positiva, mas pode ser mais profunda nos próximos anos”, sobretudo com “estas condições de motivação dos trabalhadores”, bem como a apetência para novas tecnologias e a segurança.
Segundo Luís Montenegro, a nova baixa do IRS, que irá até ao sexto escalão, é uma forma de as pessoas sentirem “que nas nossas empresas, instituições e administração pública também estamos a valorizar”. “Apostar nos recursos humanos que temos como a nossa responsabilidade direta também é um fator de competitividade no país”, salientou.
Na perspetiva do primeiro-ministro, a desburocratização da administração pública e o desagravamento fiscal estão a ser feitos sem risco para as contas do Estado, em linha com a mensagem partilhada pelo ministro Adjunto e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
“Estamos a fazê-lo sem aumentar impostos e com equilíbrio orçamental. Estamos a caminho do nosso quarto superávit consecutivo e temos as nossas contas públicas equilibradas, o que significa que a divida pública está a descer, que temos capacidade de nos financiarmos nos mercados e que nos podemos financiar a um custo mais baixo”, defendeu, no evento promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, que decorre até amanhã no Pátio da Galé, em Lisboa.
“Precisamos de uma Alemanha a puxar por todos nós”
Luís Montenegro subiu ao palco da cimeira empresarial alemã com o início do discurso preparado, precisamente em alemão. Citando, no idioma original, um das frases mais conhecidas do escritor Johann Wolfgang von Goethe, o primeiro-ministro explicou que é “preciso transformar conhecimento em aplicação na realidade das nossas vidas e empresas”. Não basta saber e querer, como escrevia o autor.
“O Governo que lidero tem vontade afirmada e vincada, agora aplicada e executada, de favorecer o ambiente do trabalho e das empresas“, declarou perante os representantes empresariais da maior economia da Europa, a quem também pediu contínuo apoio na União Europeia. “Precisamos de uma Alemanha, de uma economia alemã, a puxar por todos nós, num caminho comum de solidariedade, ambição e prosperidade”, concluiu.
Notícia atualizada às 10h17 com mais informação
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